Money, money, money!

Quando estou inquieta, sei que preciso escrever algo: alguma coisa, qualquer coisa! – essa qualquer coisa que, geralmente, resulta em pensamentos que estão entalados em minha alma. Minha vida se resolve nas palavras: compreendo algo de mim através de textos que me tocam, compreendo mais de mim quando consigo formular palavras sobre minha personalidade, algo que começou na minha alma e que transbordou através da minha intuição.

Hoje é um desses dias que acordei inquieta, nem a meditação foi suficiente para acalmar esse desassossego que reside temporariamente em mim. Veja bem, não vejo esse desassossego como um incômodo, vejo como algo que quer vir para a superfície a favor de minha evolução, para que eu integre algo em benefício de ser uma pessoa melhor. O que te desassossega e que você finge não ver?

Acho que hoje vim aqui para falar sobre minha relação com o dinheiro, ou a nova relação que estou levando com ele. Ano passado, quando abri mão de um salário fixo, tive que ter uma DR comigo mesma e minhas finanças. Confesso que levei um tempo até me tocar ( ou encarar de frente) que estava fazendo uma transição de carreira e, consequentemente, de finanças e, sendo assim, algo deveria ser alterado nesse quesito.

A questão é que não poderia comprar mais muitas das coisas que queria, viajar com a mesma frequência ou mesmo comer em todos os restaurantes badalados de São Paulo. E, por um breve período, eu sofri com isso. No entanto, passei dos 8 aos 80 em poucos segundos: não queria mais gastar com nada e, qualquer coisa que fosse não investir na minha carreira, nos meus sonhos, me deixava irritada.

Resumidamente, agora acredito que essa relação com o dinheiro gerou um coeficiente positivo: nem tanto o céu, nem tanto a terra. Comecei a perceber que realmente gastava muito do meu dinheiro em coisas inúteis e que eu não precisava tanto assim. Afinal, estou há quase um ano sem comprar peças de roupa e não tive que andar pelada por aí. Entretanto, em certo momento, percebi que também é importante fazer o dinheiro circular para mim mesma e para o mundo. Eu, particularmente, acho muito positiva a prosperidade no mundo para ajudar os outros, financiar ideias legais, valorizar o trabalho de alguém ( afinal, somos muito ajudados pelos talentos dos outros, nâo?) e também para comprar um livrinho e uma bolsinha de vez em quando. Afinal, uma bela bolsa  pode ser irresistível em alguns momentos ( ou seria essa uma coisa de Anna? rs).

Não estou aqui para ditar nenhuma regra nem para pagar de super entendida – afinal, aprendo um pouquinho cada dia e amanhã posso pensar tudo ao contrário do que disse hoje. Mas, acho que essa é uma energia muito importante nesse mundo  e devemos ter a melhor relação possível com nosso dinheiro, até para nossa felicidade. Então, você já pensou hoje como está se relacionando com seu dinheiro e como ele pode te ajudar a ser uma pessoa mais feliz?

Posted on March 11, 2016 .